artigos de opinião

A cultura, a história e a união dos povos

Eu não Morri! Sei que estou abandonando um pouco o blog e que logo no início do mesmo isso é bem triste, porém, tenho mais duas semanas de aula e depois estarei livre pra passar mais tempo aqui.

No meio de tanta notícia ruim que vem ocorrendo ultimamente o atentado na França, mulheres e crianças mortas no oriente médio, terremotos, a catástrofe em Minas Gerais, entre outros… A questão é, no meio de tudo isso fica aquele sentimento de agonia, nos falta esperança.

Mas nem tudo é tão ruim, navegando por alguns grupos de estudos no Facebook eu encontrei uma matéria que me deixou extremamente feliz, é sobre uma senhora indígena de 81 anos cujo o nome é Marie Wilcox, a última pessoa fluente no idioma  Wukchumi no mundo, ela  se propôs a aprender a usar um computador e com isso escrever um dicionário imortalizando seu idioma. Do povo  Wukchumi (que é natural da Califórnia, EUA.) que antes contava com 50 mil pessoas, existem hoje apenas 200 vivos e eles contam com o inglês como seu primeiro idioma.

Após 7 anos escrevendo o dicionário, ela e sua filha Jennifer agora ensinam seu idioma nativo em sua tribo enquanto criam um dicionário em áudio para acompanhar o escrito já existente.

“Eu tenho dúvidas sobre minha língua, e sobre quem quer mantê-la viva. Ninguém parece querer aprender. É estranho que eu seja a última… Tudo vai estar perdido algum dia desses, não sei”

Eu vou deixar o documentário “Marie’s Dictionary”, disponível no Youtube, no fim dessa publicação, espero que tirem um tempinho para ver pois é realmente muito emocionante.

Mas minha intenção com essa publicação não era apenas falar sobre o dicionário de Marie e sim do nosso dicionário, da nossa língua, nossa cultura. Todos sabem que o Brasil é um país continental com extrema diversidade cultural, porém, seria muito hipócrita caso dissesse que existe respeito diante de toda essa diversidade, toda essa cultura.

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É necessário que nós, como brasileiros, mantermos nossa cultura viva, desde o Arroio Chuí ao Monte Caburaí. Com cultura não digo só nossos idiomas, que além do português também contamos com os idiomas de aldeias nativas e até mesmo de imigrantes de diversas parte do mundo, que ajudaram a construir nossa história e nossa identidade.

Está presente essa diversidade em tudo, na nossa comida (a famosa feijoada, creme de cupuaçu, brigadeiro, pão de queijo, pinhão, o cuscuz  paulista, o chimarrão, a caldeirada, buchada, azul marinho(…)), na nossa roupa, nos nossos costumes. É essa a nossa união, é isso que forma nosso país, independente de qualquer regionalismo. Podemos ter sido colonizados de forma diferente mas compartilhamos sim da mesma história, passamos juntos por diversas lutas na história sangrenta desse país, passamos juntos por ditaduras e repreensões, fomos juntos a luta pela nossa liberdade. Temos nossa história marcada na nossa música, na nossa literatura, na nossa arte em geral e na memória de nosso povo. Temos sim uma cultura, que apesar da influencia de diversos povos é só nossa e de mais ninguém.

E em meio a toda essa crise, esses conflitos de valores éticos e morais a impressão que se passa é que estamos nos distanciando cada vez mais… O progresso está enterrando nossa história e o dinheiro custa o sangue de nosso povo.

Sei que esse texto pode parecer um simples apelo emocional, mas, por favor consultem a história. Como faziam para colonizar? Destruíam a cultura dos povos locais, proibiam que se falasse qualquer outro idioma que não o português em nosso país, assim como outros colonizadores fizeram no resto da América e na África. Proibiram religiões indígenas e africanas, que são marginalizadas até hoje. Na Europa eram perseguidas pessoas pagãs, a igreja católica estava no ponto mais alto da hierarquia e assim continua até hoje. Conseguem entender?

Bom, por hoje é isso. Espero que reflitam sobre o que eu falei. E vejam o vídeo abaixo sobre o dicionário de Marie, ato que foi a inspiração para esse meu texto.

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Resenha de filme: A Arte da conquista

Olá pessoal! Desculpe por ter sumido por tanto tempo, último ano de colégio e as coisas andam corridas… Finalização de trabalho, TCC e etc… Enfim. Vamos ao que interessa.

Primeiro, quero deixar que essa publicação mostra simplesmente minha opinião sobre o filme, quer uma crítica da imprensa veja aqui.

E deixando claro que pode conter alguns spoilers, nada de mais mas tem.

George Zinavoy é um adolescente no ultimo ano da escola que acha que o ser humano nasce e morre sozinho (que, ao meu ver, não está errado) e acredita que a forma como a vida decorre uma grande perda de tempo e tudo uma ilusão, afinal, vamos todos morrer no final. Ele vive o ultimo ano de colégio com esse pensamento amargo, sem cultivar amigos e negligenciando as tarefas da escola, colocando em risco seu diploma mesmo não estando nem aí pra isso e seu futuro. As únicas coisas que se sente motivado a fazer  são seus rabiscos e desenhos nos cadernos.

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Já Sally é uma garota de sua turma que se aproxima dele, porém, devido a dificuldade dele em se expressar e lidar com sentimentos (me chamou bastante atenção quando ele soltou uma de “sou alérgico a hormônios”, no caso, aos hormônios dele) e o papo dela de “só somos amigos” o relacionamento deles fica muito complicado e doloroso principalmente para ele.

Por intermédio de um professor ele conhece Dustin –e leva Sally para conhece-lo também- um artista o qual se torna um amigo e com o qual  Sally se envolve mais tarde, mas essa não foi uma relação tão explorada quanto eu esperava na história, acho que esse triangulo deveria ter mais destaque no filme.

Outro ponto que para mim “passou despercebido”  foi os problemas da família de George, se fosse melhor explorado daria outra cara ao filme, o tornando tudo bem mais interessante. George .não tinha proximidade alguma com a mãe (menos ainda com o padrasto) e isso me intrigou o filme todo… Não deu detalhes sobre seu relacionamento com ela, nem os problemas financeiros da família… E seu pai biológico só foi citado uma vez no filme.

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Ok, mas o que os pais tem de mais na história? Por que está reclamando da falta deles?

Simples, George tem uma forma de pensar muito peculiar e isso deve ter começado em algum momento de sua vida… Acho que explorando um pouco mais a história da família nós encontraríamos isso de forma mais clara. Isso fez falta para mim.

No fim George se encontra com todos os problemas que negligenciou durante o ano em suas mãos, prestes a perder sua casa, a garota que ama e seu diploma (perder o diploma traria diversas complicações no futuro dele). Agora para saber como essa confusão toda termina vão ter que assistir, sem mais spoilers.

Considerações finais: Se for para dar uma nota de 0 a 10 seria 8,5. Apesar de não ter sido tão explorado quanto deveria, o filme era realmente ótimo. Gosto de filmes nesse tipo de tema.

Enfim, quem tiver assistido pode falar o que achou nos comentários. Vou adorar ver outros pontos de vista.

Até mais! o/

Setembro Amarelo

A partir de 2015 o mês de setembro será marcado por campanhas, cujo o objetivo é conscientizar a população sobre a realidade do suicídio. 10 de setembro é Dia Internacional de Prevenção do Suicídio. Segundo o Centro de Valorização da Vida (CVV) pelo menos nova a cada 10 suicídios poderiam ser prevenidos, claro, que para isso é necessário falar sobre o assunto, parar de tratar a situação como “frescura” e ajudar o suicida. Mas suicídio não é um assunto abordado entre os familiares, nem entre os amigos, nem nas escola, médicos ou jornais… Existe um grande tabu sobre esse tema, fazendo com se calem, ninguém trata o assunto com a devida importância e gravidade mesmo com a perda 25 brasileiros por dia, isso parece um assunto fora do radar, invisível diante a sociedade. Em âmbito mundial a situação é mais preocupante ainda, a estimativa é de uma morte a cada 40 segundos.

Cabe destacar que a CVV esta procurando voluntários, você pode encontrar mais sobre o assunto aqui.

Nota-se grande comoção e mobilização sobre o assunto quando ocorre morte de algum artista como, por exemplo, Robin Williams se suicidou no ano passado. Porém mesmo em situações como essa o tema é tratado de forma muito superficial, não mostrando o quão próximo isso pode estar e que suicídio não ocorre apenas entre artistas e sim em qualquer lugar, muitos daqui já devem saber no seu meio familiar ou até mesmo no circulo social de algum caso de tentativa de suicídio, ou até mesmo de alguém que tenha consumado o ato.

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Um quadro preocupante é o de suicídio de jovens no país, “No Brasil, a taxa de suicídio entre adolescentes e jovens aumentou pelo menos 30% nos últimos 25 anos. O crescimento é maior do que o da média da população […] A curva ascendente vai contra a tendência observada em países da Europa ocidental, nos Estados Unidos, na China e na Austrália. Nesses lugares, o número de jovens suicidas vem caindo, ao contrário do que acontece no Brasil”  (você pode ler a matéria sobre suicídio entre jovens aqui)

Bom, minha intenção com esse post era conscientizar vocês sobre suicídio assim como divulgar a campanha “Setembro amarelo” e o trabalho de CVV. Eu realmente espero que, levando como base os dados aqui fornecidos, que vocês comecem a prestar atenção nas pessoas ao redor e em suas necessidades, suicidas sempre dão sinais de que precisam de ajuda. Conversem abertamente com familiares e amigos sobre o tema, é sempre bom compartilhar conhecimento principalmente quando ele pode ajudar a salvar vida.

Cuidem-se!

Reportagem da UOL sobre cosplay.

No dia 21 agora a UOL publicou uma noticia completamente tendenciosa sobre cosplay, no qual insinua que os adolescentes com tal hobbie tem problemas mentais.

Você pode ler a matéria aqui e tirar suas próprias conclusões, mesmo eu sabendo que muitos já leram. 

Em certo momento da reportagem a moça comenta  “O cosplay não favorece a integração, ele favorece a desintegração. No mínimo em dois, o eu que eu sou mesmo e o eu que eu represento ser.” bom, existem alguns pontos que eu gostaria de comentar sobre isso, e quero deixar aqui algumas características sobre esse hobbie. Mas vocês podem deixar suas observações sobre o assunto nos comentários.

Eventos cosplays, diferente do que disseram na reportagem, favorece a integração sim. Quem já participou de algum evento deve ter notado que nos mesmo pessoas interagem umas com as outras com maior facilidade, em alguns casos até mesmo os mais tímidos. Nesses eventos você consegue encontrar pessoas que gostem dos mesmo desenhos/jogos/filmes que você já que estão caracterizados a rigor.

Cosplay é uma válvula de escape? Talvez. Isso varia de pessoa para pessoa. Cabe resultar que todos temos nossa válvula de escape… Todos temos algo que nos faz esquecer, nem que seja por pouco tempo, de nossos problemas… Então por que cosplay seria prejudicial por esse motivo?

Isso exige tempo, paciência (principalmente por causa do maravilhoso correio brasileiro), dinheiro e criatividade para REPRESENTAR seu personagem da melhor forma possível, ficam muito orgulhosos quando notam a evolução de seus próprios trabalhos e a admiração de muitos perante ele. Cosplayers são artistas e muitos não tem remuneração alguma pelo seu trabalho, nem o retorno do dinheiro gasto. Mas não liga para isso já que é algo que fazem por amor gostam do que fazem e fazem isso muito bem.